terça-feira, 21 de junho de 2011

Até onde meu pés aguentarem

Eu caminho por essa estrada vazia. Eu caminho sozinha. É um caminho desconhecido. Estranho. Não sei o que estar por vir. Nem se quer imagino. A estrada é irregular. Cheia de obstáculos. Mas eu sigo caminhando. Não posso parar. Não existe pit stop, nem tempo pra beber uma água. Nessa estrada eu passo por momentos cheios de luz e por momentos cheios de treva. Mas eu sigo caminhando. Tem tempos de tormenta. Mas sempre o sol volta a brilhar.

Nessa estrada há algumas bifurcações e eu tenho que estar muito certa no caminho que desejo seguir. Não dá pra voltar atrás. Não existe um botão "RESTART" ou uma casa "VOLTE AO COMEÇO". É um caminho sem volta.

Mas eu sigo minha caminhada. Sempre em frente. Não sabemos onde essa caminhada vai dar. Mas só a fazemos uma vez. Então temos que fazer as escolhas certas e saber lidar com as situações difíceis. Eu sigo na minha caminhada. Nessa estrada desconhecida. Até onde meus pés aguentarem.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sem título

Usei o redutor de drama de maneira efetiva. Cansei de me fazer de vítima, de coitadinha. Cansei de ser coadjuvante em uma história que é minha. EU SOU A HEROÍNA DA HISTÓRIA, NÃO PRECISO SER SALVA. Só eu posso me salvar. Não adianta de nada ficar pelos cantos reclamando. Essa história é minha. Eu dito as regras desse jogo. Se isso chegou a esse ponto foi porque eu permiti. Cansei de todo esse melodrama. Resolvi deixar isso pras novelas. "A gente é bem maior do que qualquer drama!"
 Me cansei de chorar, de perder. E ficar assistindo tudo ir embora de camarote. 
Se é pra mudar, que mude o mundo. O meu mundo, no caso. Minha vida. Minha história.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Your hopes, your dreams, your everything

Ela está perdendo fé em tudo que acredita. Por mais que ela tente se manter firme, de pé, parece que mundo gosta de puxá-la pra baixo. Fazê-la se sentir menos do que ela realmente é.
A vida dela se tornou um ciclo vicioso onde ela não consegue se manter bem durante muito tempo. O vazio sempre volta. E volta cada vez pior.
Precisa mesmo ser tão complicado assim?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Bicicleta

Quero voltar a ser criança, onde minhas preocupações eram não perder minhas novelas mexicanas, meus desenhos na TV Cruj e na TV Globinho, e não brigar muito com meus primos nem ser mal educada, se não era castigo na certa!

Quando eu era a melhor aluna da classe. E "brincava" na escola. Enlouquecer por causa do excesso de provas e trabalhos? Não existia pra mim. Assim como não existiam noites mal dormidas.

Quando eu era cheia de regalias e falta de dinheiro e briga dos meus pais eram coisas que não chegavam a mim.

Quando eu andava de bicicleta.

Quando só se enxergava as coisas boas que as pessoas têm a oferecer. INOCÊNCIA. Não existia essa "maldade" que existe hoje nas coisas. "Quero ver a cobra subir" era pra mim literalmente ver a cobra, animal, subir. Jamais passaria na minha mente o real significado disso.( Na verdade só passou pela minha cabeça porque meu professor de História disse que as músicas do É O TCHAN eram de duplo sentido) A maldade que eu conhecia era o MACACO LOCO, grande vilão.

Quando não se gostava de ninguém "as verda" (gíria que sempre me remete à infância, usada nas rodas de BAFO), tampouco se sofria por causa disso.

Quando eu sabia cantar TODAS as musiquinhas dos desenhos.

Quando eu dançava o Rouge sem medo de ser feliz. Aliás, quando eu dançava sem medo de ser feliz. Apresentação de dança (ou qualquer outra coisa) na escola? Eu era presença na certa. Nunca tive talento pra essa coisa toda mas eu não tinha medo de arriscar.

Não era a mais magra (até porque sempre fui gordinha assim), nem a mais bonita, não tinha o cabelo mais sedoso, nem tinha uma MELISSA. E isso simplesmente não importava. E não deveria importar agora.

Gosto desses momentos nostálgicos. É bom lembrar de um tempo tão bom. Mas que agora são apenas memórias. Lembranças bonitas.

Percebo uma grande dificuldade minha pra crescer. Ser criança é TÃO MAIS FÁCIL. Não é fácil crescer. Ninguém disse que seria.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

She Will Be Loved

Ela espera. Toda noite ela sonha. Sonha com seu príncipe encantado. Que virá em um cavalo branco. Ela sonha. O que ela não sabe é que os tempos não são mais os mesmos. E essa época de contos de fada ficou no passado. São tempos difíceis. Mas ela espera. Por um amor. Alguém que ela possa abraçar e contar as coisas boas do dia.

A história da garota que sonha e espera um amor parece boba. E ultrapassada. Mas todos nós sabemos que lá no fundo somos tão ou mais bobos que ela. Esperando por esse alguém que vai espantar nossos medos, curar nossas feridas. Nos fazer rir o riso mais sincero. De um sentimento puro. Verdadeiro.

Nós sabemos que precisamos desse alguém pra abraçar e contar as coisas boas do dia. Nós sabemos que dois é melhor que um. Mas vivemos mentindo pra nós mesmos e fingindo que assim está bom. O que todos queríamos no fundo é ter a ingenuidade da garota. E acreditar que no fim tudo sempre dá certo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Garotos Perdidos

À medida em que as pessoas vão crescendo e tornando-se responsáveis, elas esquecem de reparar nos detahes. A vida delas se torna uma correria, cheia de obrigações, sem emoção alguma. Elas buscam felicidade mas esquecem que a felicidade está naquele momento dividindo um chocolate com um amigo e jogando conversa fora. Elas buscam paz mas esquecem que a paz está naquele abraço apertado e demorado. As pessoas crescem e esquecem da regra #32 - Enjoy the little things. "Crescer não é poder e sim obrigação". Infelizmente ainda não inventaram uma máquina ou teoria capaz de nos deixar crianças pra sempre. E ainda não foi descoberto o caminho pra Terra do Nunca. A gente tem que crescer. A gente vai crescer. Só que a gente não precisa ser como os adultos que esquecem dessas pequenas coisas, dos pequenos detalhes. Que perdem a inocência infantil. Virão as responsabilidades e os deveres. Mas dentro de nós mesmos, no fundo de nossas almas podemos ser pra sempre garotos perdidos que esqueceram de crescer. E que não deixaram de dar valor aos poucos e bons momentos. E que nunca esqueceram da regra #32.

domingo, 17 de abril de 2011

Memória fraca, coração nulo

Quando vejo aqueles casais recentes na rua, aqueles que adiam o adeus e ficam enrolando pra largar o abraço quando precisam ir embora, fico tentando lembrar quando foi a última vez que me senti daquele jeito. Sabe? Quando tu dá tchau e entra em casa com um sorriso bobo, difícil de apagar. Já nem sei mais quando foi a última vez que me peguei sorrindo sem motivo, sem precisar de explicação. E na verdade, nem sei mais se quero me sentir assim, porque sempre é igual, sempre tem um fim e nunca é como “devia” ser. Parece que falta uma parte, parece que comprei o “Pacote Felicidade” com defeito. Não posso reclamar do que eu mesma escolhi. Não posso, não devo. Não vou. Mas “cansei” já nem cabe mais. Me encontro exausta, descrente, não tenho mais vontade ou ânimo pra algo que sempre me leva pro mesmo lugar. A gente desiste depois de sempre ver a vida insistindo no mesmo erro. Quando fico pensando sobre como todos são iguais, me sinto como alguém que vai a Igreja em busca de uma salvação que fisicamente não existe. Me diz, vale a pena tanto desgaste? Só que quando assino contrato com a solidão, olho pro lado, e vejo tantas histórias, tantas coisas, tanta gente reclamando de amores e desamores, tanta gente contando seus infinitas relatos sobre tantos e tantos rolos, casos… e me pergunto: Por que não comigo? Aliás, porque SEMPRE comigo? Quem que vai enrolar na hora de largar meu abraço? Não dá pra ficar sozinha de braços abertos por tanto tempo.


Renuska Celidonio