terça-feira, 11 de março de 2014

20

Pois é. Acabei de fazer 20 anos. O quão louco é isso?

V I N T E  anos.

Eu, com 20 anos. Isso é muito estranho. Com grandes poderes, grandes responsabilidades. E eu não sei se estou pronta pra isso.

*

20 anos e estou indo embora de casa. Indo para uma cidade que eu não conheço, com pessoas que eu não conheço.

Vida universitária.
Morar sozinha.
Aprender a se virar.
Ficar longe de todo mundo que amo.

A ficha finalmente caiu.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Stuck on the puzzle

Embora eu já tenha “decidido” ir pra Pelotas e todos esperam que eu o faça, tem uma pessoa – só uma – que é capaz de me fazer ficar.

Tá certo que todos os meus amigos e familiares importam, mas só uma pessoa seria capaz de me fazer largar o certo pelo duvidoso, que é ficar aqui, sem garantia de nada, perigando queimar mais um ano.

Estava tudo certo e Pelotas está a menos de uma semana de distância. E agora, logo agora, ele vem cutucar aquela dúvida que ficou lá no fundo.

Vem com a lábia que ele sabe que tem, com os argumentos mais mirabolantes ou nem tanto, tentar me fazer me ficar.

Colocou Friends no meio. Disse que abriria mão de coisas pra me ver ficar. E eu fico sem ter pra onde correr. Só quero um ombro pra chorar.

Confesso que não entendo por que esse desejo tão grande de me fazer mudar de ideia. Mesmo. Porém, entendendo ou não, agora eu fiquei completamente perdida e não sei mais o que fazer.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Un deux trois

2014 chegou. Há tempos que não passo por aqui. Ou passo e não tenho o que dizer.

2013 – a.k.a um dos piores anos da vida – acabou. Muita coisa mudou. Ou nem tanto assim.

Reprovei no vestibular da UFRGS – de novo – e me vejo, atualmente, me mudando para Pelotas, pois é o único lugar que me resta para não queimar 2014, a menos que eu queira pagar uma universidade privada, o que eu sempre fui contra.

Estou indo para Pelotas – o que é louco porque eu sei que não vou conseguir me bancar por lá. Mas eu vou. Acho que é o que eu mais preciso nesse momento. Embora todos os meus amigos e família estejam aqui, não há mais nada aqui pra mim. Se eu ficar, verei todos avançando com suas vidas, mais uma vez, e eu estagnada no mesmo lugar.

Creio que eu precise sair da minha caverna. Ver o mundo em toda sua plenitude. If you feel just like a tourist in the city you were born then it’s time to go. Não sinto como se eu pertencesse aqui, então, como já diria o DCFC, é hora de ir.

Estou com medo porque é um grande passo. Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. Vou ter que colocar minha war paint e ir pra guerra.

Não posso queimar mais um ano.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Remember the monsters?– Aquele sobre o final de Dexter

01

Comecei a assistir Dexter em 2009. Meu pai locou os DVDs e assistimos o piloto juntos. Instantaneamente, fui com a cara daquele moço ruivo com o instinto assassino. Vi o personagem crescer e evoluir ao longo dos anos e, há alguns domingos atrás, dia 22 de setembro, vi a série chegar ao fim.
Pra começo de conversa, nenhum series finale é alegre. Não quando realmente se gosta da série. Rola aquele sentimento de perda forte. Ainda mais quando se trata de uma série longa. Pode ser frescura minha, mas no pré-episódio eu estava sentindo dores na barriga e uma baita vontade de chorar - que veio a se tornar muitas lágrimas mais tarde.
Depois de uma longa demora pra assistir o episódio - só consegui fazê-lo às 04 da manhã do dia 23-, eu o fiz. E toda aquela minha apreensão foi justificada. Eu tenho a mania inquieta de, enquanto assisto algo no computador, ficar o tempo todo checando as redes sociais. Durante este episódio, meus dedos não chegaram nem perto do alt+tab. Eu fiquei vidrada por todos os 56 minutos, depois de o primeiro logo da Showtime até os últimos créditos.
Enquanto o episódio não saía, eu acompanhei um pouco da repercussão do episódio na internet, principalmente pelo Twitter, onde o pessoal parecia bem desapontado com o fim. Minha apreensão ficou ainda mais foda, mas tentei manter o controle e maneirar a hype ou a influência dos outros sobre mim.
Dexter Morgan podia ter sido apenas mais um psicopata. Ele podia ter nascido no sangue e lá morrido. Mas não. Ele cresce, ele evolui. E tu não apenas vê tal evolução, tu sente ela e se sente parte dela. Nós vemos um Dexter Morgan que abandona o velho jeito de ser pelo amor que ele aprende a desenvolver. Inclusive, ele fala sobre isso no penúltimo episódio: "Eu vivi na sombra por tanto tempo, até que a escuridão se tornou meu mundo. Mas com o tempo, as pessoas em minha vida acenderam uma luz. No começo eu fiquei cego, era tão brilhante. Mas com o tempo meus olhos se ajustaram e eu consegui ver. E agora o que está em foco é meu futuro. Brilhante. Mais brilhante do que nunca.". Talvez essa ideia de um futuro brilhante se perca no último episódio, mas ver que essas pessoas conseguiram afetar e fazer a diferença na vida do Dex é lindo. Ver que isso contraria a ideia que a Vogel traz a todo o momento de que ele é um psicopata e não passa disso.

O final de Dexter é triste? Sim, o final de Dexter é MUITO triste. O final de Dexter é ruim? Não, de forma alguma se pode dizer algo assim. A série tem o final que merece ter. É o final que este novo Dexter merecia ter. Não consigo pensar em outra maneira de terminar isso. Algumas pontas podem ter sido deixadas soltas, mas isso afetou o principal? Não creio. Minhas perguntas foram respondidas. Não é um filme do Nolan onde tudo tem que estar exposto, nem na vida real é assim. Fechou do jeito que tinha de fechar.
Eu acho que a cara do Dex nas cenas finais com a Deb e depois no barco valem por tudo. Michael C. Hall soube colocar a emoção necessária em cada momento. Isso conseguiu tocar e convencer daquilo que ele sentia.
Não direi que foi "bom", pois não acho que seja a palavra adequada nesse momento, tendo em vista que eu não estou feliz. Não foi um final feliz. Estou satisfeita. Foi um fim inesperado. E fechou de maneira singular uma série que eu gosto tanto.

Goodbye, Dexter Morgan.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

The one where Jenni finds out

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No episódio de hoje, Jennifer descobre que, ao contrário das séries que ela assiste, ela nunca vai fazer parte de uma casal como Robin & Barney/Rachel & Ross.

Todas as idas e vindas levaram a lugar nenhum. E é assim que a banda vai continuar a tocar.

Tampouco, serei um Ted da vida, que, eventualmente, acaba chegando ao ponto final da estrada.

São mais de cinco da manhã e o que eu digo não faz muito sentido, mas eu só sinto que devia dizer.

domingo, 8 de setembro de 2013

Norte

Tem uma música que eu gosto muito do Joy Division, Disorder, o nome dela. Ela começa com a frase “I’ve been looking for a guide to come and take me by the hand”. Por muito tempo, eu aceitei essa frase como uma máxima na minha vida. Eu ando bem perdida e tenho esperado por tal guia que me mostrasse o caminho a seguir.

Onde eu quero chegar? Então… Eu esperava por alguém que viesse, mas não percebi que este guia, no caso, guias, estavam ali há muito tempo.

Passei por uns momentos de exclusão, talvez egoísmo. Quase dois meses longe de tudo e todos, fazendo contato com alguns apenas pelo computador. Não foi algo bom, mas acho que foi necessário.

Nesse final de semana, tive fortes emoções. Com direito às gargalhadas mais sinceras e um choro agridoce. E eu percebi o quanto eu estava perdendo por ter me afastado. A saudade absurda de estar entre irmãos, sem filtro, rindo de tudo, se sentindo especial. Percebi que eles são meu norte e que eu estava perdida sem eles. Que eles são o elemento que me faz transbordar.

Não que eu tenha acertado todos os fatores da minha vida, mas eu acertei uma parte importantíssima. Eu estou tão bem, tão feliz. Estou completa.

domingo, 25 de agosto de 2013

It’s hard to get around the wind

Se alguém me perguntasse há uma ano o que eu penso sobre a vida, eu escreveria um grande texto sobre todas as maravilhas da vida. Mesmo que eu estivesse em um momento ruim, com todas as coisas dando errado. Porque, por mais pessimista que eu pudesse ser, sempre havia esse pequeno spark, que brilhava mesmo quando estava escuro e não havia ninguém ao redor.

Se alguém me perguntar hoje o que eu penso sobre a vida, eu serei breve. Usando as palavras de Stephen Chbosky: “Things change. And friends leave. Life doesn’t stop for anybody.”. Just like that.

Eu não posso evitar esse pensamento.

Canto “orgulhosamente” everybody’s gonna let you down… Quando na verdade, everybody sou eu. Eu sou a culpada nessa situação. Não é que as pessoas me desapontem. Eu é que faço isso. Como? Eu explico. Não é que as coisas mudaram e os amigos partiram, sem mais nem menos. Eu criei uma redoma e me escondi dentro dela.

Na próxima vez que me perguntarem o que eu passo da vida, eu posso dizer que crio desculpas. Uma fazenda de desculpas.

As pessoas, algumas delas, até se preocupam e correm atrás. Mas lá estou eu, pronta com uma desculpa. Pra tudo, sempre. E eventualmente, as pessoas percebem que tem coisas melhores na vida e desistem.

Eu não sou heroína nenhuma. Sequer há uma história. E, sim, preciso ser salva. Mas isso é uma coisa que apenas eu posso fazer.

Quando eu penso em como será a vida em seis meses, um ano, cinco anos, eu sempre penso em um lugar bom, comigo sendo bem sucedida. Acontece que as coisas não simplesmente caem do céu. E eu sigo aqui, fazendo nada pra que as coisas prosperem.

A vida não para pra ninguém. E eu estou presa aqui. Não é que as pessoas partiram. Elas apenas seguiram com as vidas delas – como deve ser – e eu continuo no mesmo lugar. Por isso eu afasto as pessoas. Não que eu não goste delas, ou não sinta falta delas. Pois eu gosto e sinto, e muita. Apenas que cansa ser uma fodendo decepção. Cansa ter vergonha de não ser nada que traga orgulho pras pessoas.

I have no awesome story to tell.