Correrias.
Maratona de vestibular.
Formatura.
Dores de cabeça.
Noites mal dormidas.
Loucuragens.
Férias, de verdade, cadê vocês?
Correrias.
Maratona de vestibular.
Formatura.
Dores de cabeça.
Noites mal dormidas.
Loucuragens.
Férias, de verdade, cadê vocês?
“Um leitor vive mil vidas antes de morrer, o homem que nunca lê vive apenas uma.”
- George R. R. Martin.
Eu adoro livros. Graças a eles, é possível viajar sem sair do lugar. É possível viver milhares de vidas. É mágico o poder de um livro. Faz com que nos sintamos infinitos.
Infelizmente, não leio nem perto do tanto quanto gostaria. E, embora tenha dito não traçar metas pra esse ano, fiz uma promessa pra mim mesma. Vou ler o máximo de livros possíveis. E isso tem de ser BASTANTE!
Foram quatro anos da minha vida. Quatro anos é muito tempo. Mas passa tão rápido. São tantas memórias, tanta história. Parece que foi ontem que eu estava entrando no IFSUL (na época CEFET) e começava a escrever um novo capítulo da minha vida.
Eu estava convidando as pessoas pra minha formatura agora há pouco. É uma sensação de alívio, por ter acabado, finalmente. Mas, ao mesmo tempo, a tristeza bate forte.
Aconteceu coisa x na minha vida, e eu pensei: “Beleza, amanhã é segunda, eu vou ver o Yuri (meu melhor amigo), falar disso pra ele, e tudo vai ficar melhor.”. Só que não. Porque não existem mais as segundas-feiras de aula. Esse tempo passou.
Acabou a convivência diária. A gente diz: “mesmo com a distância, vamos manter contato”. Mas não adianta. As coisas nunca mais serão iguais. E eu vou sentir, já sinto falta demais disso. Por mais que eu reclamasse da escola, que tudo não fosse cor-de-rosa, essas coisas boas, as mais pequeninas, se perderam. Não voltam mais.
Eu fiz tantas amizades nessa reta final da escola, nos últimos meses. E me sinto mal por pensar que não fiz isso antes. Bate um sentimento de que deixei o tempo passar, que perdi oportunidades.
O adeus ao ensino médio está sendo mais difícil do que eu pensei. E olha que eu nem dei o adeus oficial, que será na formatura. Vai ser difícil. Mas tem que ser assim. A vida segue. Outros capítulos iniciarão. Mas a saudade fica, desde já.
Ela estava bem.
Começou a olhar pra ele com outros olhos.
Começou a gostar.
Ele ficou com outra.
Ela, na tristeza e na carência, ficou com outro.
Ele terminou com a outra.
Ela continuou com o outro, que não gostava. Apenas como amigo.
Ele disse que a amava.
Ela viajou pra Blumenau.
Ela se apaixonou. A 400km de distância.
Ela voltou de viagem.
Eles conversaram por horas e horas na porta da casa dela. Ela disse as cinco palavras.
Ela terminou com o amigo. Na parada de ônibus. O que fez com que ela sentisse um peso tremendo na consciência. Mas era o certo, uma vez que ela estava apaixonada por outro.
Ela ficou até mais tarde na escola. Ele também.
Eles se beijaram.
Um primeiro beijo lindo.
Um mês depois, eles começaram a namorar.
Namoraram por cinco meses. Lindos meses.
Ele terminou com ela. Via sms. Por motivos que até hoje ela não entende direito.
Ela chorou. E chorou mais um pouco. E tentou voltar de diversas maneiras. Ela se humilhou ao limite.
Eles seguiram, como amigos. Da melhor forma que foi possível. O que não significa que tenha sido fácil. Porque não foi nada fácil.
Dois meses passaram.
Quando ela estava conseguindo deixar pra lá, eles foram no cinema.
Eles ficaram.
No dia mundial do rock, eles voltaram a namorar.
Durou dois meses.
Chegou a um ponto em que pareciam amigos e não mais namorados.
Ele terminou. Na frente da casa dela. Em uma quinta à noite. Ela costuma dizer que foi o “término mais bonito”. Porque, ainda que tenha sido um término, as duas partes sentiram. E ela podia jurar, que naquela noite, enquanto ele tentava dizer o que queria, seus olhos estavam mareados. Ele a fez prometer não chorar. E ela não o fez. Não na frente dele.
Foi fácil pra ela no começo. Ela estava indo bem.
Mas então ela desabou.
Durou dois meses a crise pós termino.
Ela finalmente estava bem. Tinha FINALMENTE seguido em frente.
Não havia deixado de amá-lo. Mas passou a fazê-lo de uma forma diferente. Como amigo. Deixou de sofrer por um ex.
Isso foi o que ela achou.
Mas a vida é como uma caixa de chocolates e surpreendeu-a mais uma vez.
Acabou que ela não havia seguido em frente. Ou se havia, havia deixado de seguir.
Chegou a um momento em que a amizade dos dois estava tão bem.
E todo aquele velho sentimento voltou.
A paixão voltou.
E ela passou a pensar nele todo o tempo.
E ela segue pensando.
E ela não sabe o que fazer.
Recaídas são um saco.
…
Pra esse 2013, não quero planos. O futuro não cabe a nós decidir, então vamos viver no presente. Vamos sorrir, vamos amar, vamos abraçar, vamos perdoar, vamos dançar, vamos cantar, vamos ouvir, vamos pensar, vamos não tanto reclamar. Vamos aproveitar. Vamos viver!
"The changes in our life must come from the impossibility to live otherwise than according to the demands of our conscience not from our mental resolution to try a new form of life." Tolstoi
FELIZ 2013!
Deixo vocês com essa imagem do Marshall, no episódio lindo de ano novo de HIMYM (S01E11 – The Limo).